Blog do Vilser.
 

ANO NOVO, BLOG NOVO

 

Após um ano de novos amigos, um ano em que conheci muita gente legal através deste endereço, digo adeus ao VILSER.ZIP, após um ano de textos esquartejados por um limite absurdo de caracteres e que não podem ser editados como eu quero.

 

A partir de agora, novos posts e trabalhos se encontram em: www.vilser.blig.com.br

Lá, além de material inédito, vocês também encontrarão o que de melhor eu andei aprontando nos últimos cinco anos de blogueiro.

 

Abração, te espero lá!

Vilser.



Escrito por Vilser. às 22h02
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O SAPO DE NATAL

 

Lembro-me de um fato que aconteceu quando eu tinha seis anos e morava numa cidade do interior de São Paulo.

Neste ano, passei o Natal junto com meu pai, minha mãe, meus irmãos e uma tia minha que tinha quase a mesma idade que eu.

Na televisão passava a “Estrelinha Mágica” um especial animado da Turma da Mônica.

 

Quando faltavam cinco minutos para a meia noite, minha mãe resolveu me tirar da frente da TV. Lembrou-nos que tínhamos que dar uma volta pelas ruas, para que Papai Noel pudesse deixar os presentes em nossa casa.

Eu fiquei furioso. Perderia o final do desenho...

 

Minha mãe me explicou que tínhamos que dar uma volta pelas ruas porque nossa casa obviamente não possuía chaminé. E então o gordão teria que entrar pela porta da frente! (Até no Natal os gringos tem mais mordomia que nós quando estão a passeio em terras tupiniquins...)

 

Perguntei se eu podia ficar de olhos vendados, e que os vendaria assim que o desenho terminasse.

Minha mãe recusou veementemente, me puxando pelas mãos.

 

Saímos de dentro de casa, as ruas vazias.

Meu pai não veio conosco.

“Vagabundo!” Pensei eu. “Aposto que vai ficar lá dentro para conversar com o gordão. Mas também, alguém tem que ficar em casa olhando, vai que o velhinho resolve comer toda a ceia: O resto de arroz, feijão e uns bifes que minha mãe tinha feito no almoço...”

 

Esperávamos na praça.

Dois minutos depois:

 

- Mãe! Onde que fica o Natal? Quando que a gente vai pro Natal? Ficar aqui é muito chato! Eu quero ir para o Natal! – Perguntava meu irmão de quatro anos.

- Quando o Papai Noel for embora. – Ela respondeu. – Mas enquanto isso, eu contarei a vocês a história do Natal.

 

E bem resumidamente e infantilmente, minha mãe contou a história de um menininho que nascera neste dia e ao mencionar superficialmente sobre sua morte, ouvimos:

 

- E por que ele morreu? – Pergunta um dos meus irmãos.

- Para nos salvar. –Responde ela.

 

CONTINUA ABAIXO



Escrito por Vilser. às 00h46
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Após o término da história, voltamos.

Quase atravessávamos a rua, quando encontramos um sapo que vinha atravessando a rua em sentido contrário. Vindo em nossa direção.

E fugimos desesperadamente, de volta para a calçada. Minha mãe, as quatro crianças e o Lulu, nosso vira-latas, que, corajoso como era, correu do sapo como vampiro corre da cruz...

 

Neste exato momento, um carro fez uma curva fechada naquela esquina, à toda.

Não me recordo se conseguiríamos avistá-lo a tempo. Mas me parece que não, pois o automóvel estraçalha o sapo em incontáveis pedacinhos e uma gosma que se espalha por metros.

 

- Pois é... E lá se foi o sapinho Jesus, que veio na noite de Natal para nos salvar... – alguém comentou.

 

Voltamos para casa e brincamos com nossos carrinhos de plástico: Um era do Batman outro do Superman e eu acho que o meu era da Hello Kitty...

Tudo infinitamente pobre, simples e modesto. Mas éramos muito felizes.

Só não entendi porque o Papai Noel tinha o trabalho de vir do Pólo Norte com brinquedos fabricados “Made In Brazil”.

Mas, azar o do senhor Noel... Eu já sabia que era meu pai que emprestava o dinheiro para ele comprar, mesmo...

 

E fomos todos dormir, rezando para a alma do sapinho que salvou nossas vidas.

 

Feliz Natal a todos. Desejo que um sapinho seja enviado à vida de vocês sempre que precisarem...



Escrito por Vilser. às 00h35
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Olá amigos.

 

Obrigado pelas visitas e comentários.

Respondendo aos coments:

 

Eduardo: Nunca ouvi falar em KareKano. Aliás, conheço muito pouco sobre mangás... Mas fico feliz que não sou o único a fazer desenhos toscos e achar que o povo vai gostar... Eh, eh, brincadeira

 

Kaike: Obrigado pelo comentário sobre o “Mar de rosas”. Foi um desabafo necessário. Peço desculpas por não visitar os amigos do Blogspot ou do Weblogger, é que não consigo acessar estes sites fora dos finais de semana, por causa de um bloqueio no sistema.

 

Cara 20: Não lembro de ter dito que eu tinha o cabelo preto... Na verdade ele é castanho escuro meio alaranjado porque minha mãe é ruiva... KKKKKKK. Mas quadrinhos precisam ser mais fortes...

 

Lady Phoenix: Minha diva de muitos outros carnavais... Que este Natal sirva para renovar nossos votos para que todos a quem amamos sejam protegidos e cada vez mais amados.

 

E um grande abraço a todos que visitam este blog, mesmo sem deixar comentário.

 



Escrito por Vilser. às 12h02
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Obrigado pelas palavras de força, amigos...

Já que faço quadrinhos sobre bichos, pessoas e objetos que falam, porque não fazer quadrinhos sobre mim mesmo?

Abaixo uma prévia das novidades para 2007, espero que gostem.



Escrito por Vilser. às 09h14
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MAR DE ROSAS

 

Algumas pessoas devem passar por aqui e imaginar que minha vida é sempre um mar de rosas, só porque eu ponho bom humor na forma como eu conto a minha vida.

Afinal quantos blogs por aí não contam casos de crises de solidão, crises de relacionamento, crises no trabalho, brigas e conflitos com os amigos e com o cotidiano...

 

Talvez se eu contasse meus problemas como todo mundo faz, eu parecesse mais real, mais humano.

Alguns até me perguntam se tudo que eu conto é real mesmo...

 

Mas quem me acompanha há muito pelo MSN, sabe que eu tenho problemas, sabe que muitas vezes as coisas não dão certo...

Por exemplo: meu carro quebrou de novo e meu computador vive dando pau, eu não tenho da onde tirar dinheiro, e a minha bunda já tem 30 anos, não adianta mais tentar vender por aí...

A verdade é que no caso da minha vida, muitas vezes, não adianta ficar reclamando...

 

Claro que já chorei muito por amor, já fui muito sozinho, já fui abandonado por pessoas para quem eu falei que era gay.

Já teve horas em que eu pensei que o Robson não gostava mais de mim, que ele ia cair na tentação de ficar com outros - ou outras... Por ele ser bonitão (apesar de meio baixinho...) e ter jeito de machão de novela, ele é disputado. Ou seja, ter um marido cheio de predicados, ao invés de inflar o ego, aumenta a insegurança, e isso, em si, já é um fato difícil de lidar.

 

Mas hoje eu vi uma letra de música num blog (por favor o rapaz que postou, se identifique que eu esqueci de onde foi...), e toda vez que eu ouço, ela mexe muito comigo, pois expressa bem o porque eu prefiro contar as partes mais bizarras do meu casamento do que ficar lamentando sobre as dificuldades.

Colocarei alguns trechos:

 

Tocando em frente

Almir Satter

 

"Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais"

 

"Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história"

 

"É preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir"

 

Fiquem com Deus e espero postar antes do natal!

Beijos a todos!



Escrito por Vilser. às 22h08
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UM DIA NO CENTRO DE SÃO PAULO

 

Pra quem gosta de uma bela tragicomédia - aquele tipo de comédia onde na maior parte do filme tudo dá errado com o protagonista (como por exemplo “Entrando numa fria”, “Quem vai ficar com Mary” ou vários outros com o Ben Stiller), o fato que nos aconteceu na semana passada vem bem a calhar...

 

Minha mãe pediu que eu a levasse à Rua 25 de Março para comprar alguns brinquedos para as crianças.

(Obviamente, só o fato de alguém se dispor a ir à Rua 25 de Março, uma espécie de shopping de produtos baratos a céu aberto, onde circulam diariamente um milhão de pessoas por dia, em pleno final de ano já é uma tragicomédia em si...)

 

Como eu e aquele rapaz que se diz meu marido tivemos alguns dias de folga devido ao trabalho como mesário nas eleições, lá fomos nós três para uma aventura no centro da cidade.

 

Comecemos as dificuldades desta aventura lembrando a natureza de meus acompanhantes: Minha mãe procurava por brinquedos e outros itens para crianças, enquanto o Robson (que por si só já é uma criança), se perdia entre produtos eletrônicos, DVDs e roupas piratas...   

 

Por este motivo, nos perdemos algumas várias vezes, já que a densidade demográfica na Rua 25 de Março é de 100 pessoas por metro quadrado. Por isso, hora eu tinha que ficar procurando pela minha mãe, e hora procurando pelo Robson. Aliás, cada um deles só queria comprar suas próprias coisas e eu ficava que nem uma barata tonta para reunir os dois.

 

E um sempre reclamando porque o outro sumia...

CONTINUA ABAIXO



Escrito por Vilser. às 13h07
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UM LANCHINHO DE GENTE NORMAL

 

Após essa ralação danada, cheios de sacolas, resolvemos comer algo para disfarçar a fome.

O Robson queria ir ao Mercado Municipal comer aqueles sanduíchões de mortadela.

Minha mãe, em eterna dieta para atingir sua meta de ter metade do peso de uma anoréxica, queria algo mais light.

 

Ainda assim, fomos ao Mercadão, compramos umas frutas para minha mãe e depois subimos ao segundo piso para nos acabar com o sanduíche de mortadela.

 

À mesa, minha mãe ficava falando:

- Vocês não deviam comer estas coisas. Deste jeito vão ficar enormes de gordos... E o colesterol então?

- Mãe, você está vendo alguém gordo aqui? – Perguntei.

- Ah! Mas você já não é tão magrinho quanto era há alguns anos atrás...

- Claro! – interviu Robson. - Quando eu conheci o Vilser, ele parecia um varetão. Media quase dois metros e pesava 50 quilos. Você queria ele pra limpar canos por dentro?

- Agora ele está muito gordo... Pelo menos antes dava pra ver as costelinhas dele...  – Ela diz, me apalpando.

Estava frustrada por não poder mais pegar em meus ossos. A concepção de beleza dela é realmente estranha...

É a primeira vez que eu vejo uma mãe que não quer ver o filho sarado e bem nutrido.

 

- Mãe, eu tenho 80 quilos pra 1,80 de altura! Sem barriga! É o peso ideal... – eu disse.

- Ah, mas com esta alimentação de vocês, vocês vão virar duas baleias, isso sim!

- Eu que salvei seu filho da inanição! – Interrompe Robson, sorrindo com o canto da boca. – Se eu não estruchasse ele de comida, ele tinha era morrido...

E após uma certa pausa, ele faz uma cara de safado e completa: - Agora pelo menos tem mais carne pra pegar!

 

Minha mãe se faz de desentendida e não continua a conversa.

Eu dou um chute de leve na canela dele. Isso não é conversa pra mãe ouvir...

CONTINUA ABAIXO (DE NOVO...)



Escrito por Vilser. às 13h06
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O DESASTRE

 

Na volta para casa, uma chuva danada começa a cair em São Paulo.

 

Andamos cinco quilômetros, na chuva, até o estacionamento. O Robson achou os estacionamentos mais próximos à 25 de Março muito caros...

 

Conhecendo bem o caminho e os pontos alagáveis - anos de prática dentro de ônibus – desviamos o caminho passando pelas partes mais altas da cidade.

Para completar os quinze quilômetros de distância do centro da cidade à casa da minha mãe, levamos nada mais nada menos que três horas.

 

Voltei dirigindo.

Logo após a primeira hora de trânsito, Robson e a minha mãe dormiam dentro do carro. O Senhor Marido ao meu lado e Dona Mamãe no banco de trás.

Assim ficaram por mais de uma hora... Mas antes o Robson tivesse ficado roncando até em casa, pois pouco tempo depois que ele acordou, eu levei uma fechada de um carro à minha frente.

 

Pra variar, eu só consegui fazer uma cara feia.

Mas o Robson, mais invocado, se enfezou...

- Este manézão é muito folgado! Dá uma buzinada nele! Dá um farol alto nele! Vai Vilser!

E antes que eu sequer pensasse em fazer algo, Sr. Robson já estava com as mãozonas dele em cima da buzina.

Para provocar, e mostrar que não estava intimidado, o carro da frente diminuiu a velocidade.

 

Como eu não estava nem um pouco desesperado, e tinha a noite toda para chegar em casa, não esquentei a cabeça e esperei uma brecha para sair daquela faixa e detrás daquele carro...

 

A brecha não apareceu. E o trânsito parou.

Eu acabara de passar sobre uma imensa poça de água.

Preso pela pirraça do carro da frente, não pude desviar quando um Chevette branco muito do pau-velho aquaplanou sobre a poça atrás de nós... Atingindo meu carro e detonando o pára-choque.

 

CONTINUA ABAIXO (CALMA QUE É A ÚLTIMA PARTE...)



Escrito por Vilser. às 13h03
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Descemos do automóvel, na chuva, com o Robson xingando em meu ouvido:

- Tá vendo? Quem mandou ser lerdo? Porque você não desviou antes da lesma do cara da frente?

Eu já estava nervoso, fiquei mais ainda com o meio metro de gente me pentelhando...

- Meu, pega essa chave e enfia no seu rabo, Robson!

 

Tentamos conversar com o cara que bateu no meu carro.

Segundo ele, ele daria o número do celular dele e disse que ia pagar o concerto.

O Robson fala:

- Não Vilser! Vai que amanhã ele muda o número do celular dele! Vamos fazer B.O.!

O cara do Chevette implora que não. Diz que se a polícia baixar, ele perde o carro, pois a documentação está atrasada. Pede que o sigamos até sua casa para comprovarmos o endereço, e explica superficialmente onde é...

 

Entramos dentro do carro e o seguimos.

 

Dentro do carro, minha mãe pergunta:

- E onde que é a casa dele?

Eu repito a explicação do trajeto e ela diz:

- De jeito nenhum! Este lugar é horrível! Um favelão! É melhor não ir lá não... Antes nós mesmos pagarmos o conserto do que entrar em fria!

Concordo com ela e faço sinal para o rapaz da frente encostar. Melhor pegar o celular dele do que nada.

 

Adivinha quem aparece? O carro da polícia...

O dono do Chevette conclui que chamamos a polícia contra a vontade dele e foge.

Nenhum dos três patetas pega a placa do fugitivo e essa história fica por isso mesmo.

 

Nem precisa dizer que o Sr. Marido terá que dar a bunda para pagar todas as despesas...



Escrito por Vilser. às 13h01
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RÖYKSOPP

 

Sim, é verdade. Há algo na cultura dos nórdicos que me fascina.

Nunca fui a um país escandinavo - por motivos óbvios: falta de grana – e mesmo estudando sobre Vikings e sua cultura para escrever as histórias de Ekin, ainda conheço muito pouco sobre os nórdicos. Por isso mesmo nunca ousaria dizer que gosto deles o suficiente para mudar para a Noruega, a Suécia ou a Dinamarca.

Mas acho curioso como as músicas deles conseguem falar forte à minha alma, e que mesmo com todo uma influência pop norte-americana por trás, suas vozes e sonoridades únicas me transmitem uma melancolia carregada de magia e emoção. Por isso há muito sou fã de ABBA, Roxette, Secret Service, A-ha, Ace of Base e recentemente, do Röyksopp.  

 

Quando vi o videoclipe de “What Else Is There?” no You Tube, me senti levado para outro planeta, tamanho foi o fascínio.

(Bem, o Robson disse que parece um filme de terror b. “B” de “bobo”.Mas quem liga pra ele...)

 

Como ainda não tenho as manhas de colocar clipes no corpo do blog, coloco o link:

http://www.youtube.com/watch?v=_nG0RjJb_iM

Escrito por Vilser. às 10h37
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Eu imagino o quanto você devem estar decepcionados com a falta de posts...

É chato procurar novas histórias e encarar o mesmo texto repetido...

 

Infelizmente, algumas dificuldades técnicas andam me afastando da internet.

Desenhar então, ficou pior ainda, por isso os desenhos são toscos mesmos... Só pra não deixar este blog sem nenhuma imagem...

Só resta torcer para esta má fase passar.

 

Pena que são tantas histórias e tão pouco tempo para escrevê-las.

Vou tentar não esquecer de nenhuma:

 

 

HOPI HARI

 

Robson e eu fomos ao Hopi Hari neste último sábado.

 

Brincamos de ficar na fila durante horas e conseguimos andar em quatro brinquedos.

Não entendo porque tanta gente vai a estes parques de diversões se passamos 95% do dia na fila... Fila a gente pega no banco, no INSS, no estacionamento do shopping mesmo... Pra que atravessar o estado em busca de mais fila?

 

E mais: não sei se já comentei com vocês, mas tenho fobia de altura.

Ou seja, ir a montanhas russas, rodas gigantes, elevadores que despencam, cordinhas que te jogam de 30 metros acima do solo... São coisas humanamente impossíveis para mim.

 

Mas o Sr. Marido me torrou tanto o saco durante a semana que topei encarar o “parquinho das filas eternas”. Deixando bem claro que eu não iria em nenhum destes brinquedos mais fortes.

 

Claro que falar com o Robson é igual a falar com uma mula...

 

- Vilser, vamos na Montanha Russa!

- Não.

- Ah cara, vamos! Olha lá, ninguém tá saindo de lá morto!

- E você quer que eu seja o primeiro?

- Não besta! Você segura firme na minha mão que eu não deixo você passar medo!

- Ah tá... Você é mágico agora... Porque você não vai sozinho?

- “Ôchi”! Porque eu quero ir com você.

 

CONTINUA ABAIXO

Escrito por Vilser. às 11h50
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Não me lembro dos argumentos dele. Só sei que mais algumas palavras e quatro horas de fila, estávamos sentados na cadeira da montanha russa.

Eu tremia feito vara verde...

 

- Vai meu! Deixa de ser mole! – Ele dizia...

- Eu ainda não sei como você me convenceu a entrar aqui...

 

O carrinho subia.

Para não entrar em pânico por causa da altura, eu fixava o olhar na trava do carrinho.

O pentelho do meu marido percebeu e resolveu me atazanar:

 

- Meu! Olha! Dá pra ver o outro lado do parque!

- Pára com isso, seu trouxa! Você sabe que eu não vou olhar pra baixo!

- Vilser do céu! Olha como os carrinhos da rodovia ficam pequenos...

 

E puxava minha cabeça para que eu olhasse.

 

- Putz! Você é corno mesmo, hein? – eu falei.

- Se eu for corno, a culpa é só sua...

 

Quando vi que o carrinho estava prestes a descer, nem preciso dizer que eu fechei os olhos...

Eu mal conseguia abrir a boca. O Robson gritava: “U-Huuuuuu”

 

Alguns segundos depois, vendo que estava tudo bem, resolvi abrir os olhos.

A sensação é horrível no começo, mas depois vai ficando legal... A mente vai se acostumando...

 

No final, eu saio ainda tremendo do brinquedo. Mas a sensação é de dever cumprido.

O Robson faz cara de quem comeu e não gostou.

 

- Que foi, meu lindo? Você tá legal? – perguntei.

- Tô zonzo... – ele disse.

- Depois eu é que sou mole... Eh, eh.

- Nem vem, manezão...

 

E assim caminha este casamento...



Escrito por Vilser. às 11h48
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Oi amigos.

Vocês devem achar que é sacanagem da minha parte ficar tanto tempo sumido.

É que eu começo a escrever um fato que aconteceu, aí o texto começa a ficar muito grande, e eu tenho que diminuir pra caber neste blog do Uol, já que neste blog, não cabe nada de texto. Tô achando que é perseguição, os outros blogs do UOL tem uns textos tão longos...

 

Aí eu não consigo editar os textos, pois tenho que trabalhar e sou interrompido pelo serviço.

Em casa nem se fala, eu nem consigo ficar na frente do computador:

“Amor... Temos que ir ao mercado. Tá faltando tudo.” (Ora bolas, vocês já viram casa de pobre ter alguma coisa?)

“Meu bem, você precisa instalar uns troços neste carro por que ele tá fazendo uns barulhos estranhos”. (Alguém já ouviu falar que Aparelho de Som com Subwoofer melhora o desempenho do carro?)

“Sai deste computador, rapaz!Você nunca me dá atenção, e já não dorme comigo há séculos!” (Não sabia que o século durava um dia...)

 

 

Pois é, quando há um site onde não cabem grandes textos, um serviço estressante e um marido monopolizador, a gente só pode escrever quando dá.

Até a próxima. E que não leve mais um século até o próximo post.

Escrito por Vilser. às 07h31
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Olá amigos.

 

Eu sei que ando meio sumido.

Mas é que tive alguns problemas com meu PC de casa, e no serviço é quase impossível arrumar tempo pra postar...

 

Vou tentar postar textos pequenos uma ou outra vez por semana...

Pra não perdemos o contato, certo?

Escrito por Vilser. às 16h05
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